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  FEIRAS E FEIRAS Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3351   As feiras tiver...

 

FEIRAS E FEIRAS

Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3351

 



As feiras tiveram início há cerca de 500 anos antes de Cristo. Dizem que primeiramente as feiras começaram com simples trocas locais em torno dos castelos medievais e foram evoluindo até chegar nas condições de hoje. Em Santana do Ipanema, um dos seus fundadores, o padre Francisco Correia, já indicava, em determinado momento que a feira semanal deveria ser aos sábados e não aos domingos, como havia alguns esboços. Com êxito da feira em dia de sábado, criou-se, então, outra feira semanal no meio da semana, passando a funcionar às quartas. Até o presente momento é assim que funciona. Porém, a feira da quarta-feira, sempre é mais fraca, uma espécie de complemento. A feira da quarta supera a feira do sábado somente uma vez por ano que é no dia de Semana Santa.

Pois, no dia de ontem iria haver uma feira que no caso seria a 4O Feira Familiar da CARSIL, Cooperativa de Santana do Ipanema. O evento aconteceria no estacionamento da própria CARSIL, no Bairro do Monumento. Ótima oportunidade para que os seus cooperados ganhassem mais um pouco de dinheiro e a clientela adquirisse produtos frescos e de boa qualidade. Recebi o convite na noite anterior e tudo indicava que seria um sucesso aquela festa rural. Já houve feira camponesa defronte a EMATER, perto da Caixa Econômica, onde também houve apresentações dos “Profetas das Chuvas”.,

Feira é sinônimo de festa e é de fato uma grande festa, ponto de encontro entre a população rural e urbana e vendas de produtos, boas palestras, história curtas e compridas, namoros, “bicada” e glosa no balcão da bodega de esquina, História, Geografia, Economia, Sociologia. E sobre a feira de Santana, disse um embolador:

 

Viva a feira de Santana

Viva todo pessoá

Viva a feira de Santana

Tu quer peito pra mamar?

 

 FEIRA DE SANTANA (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  O TERRENÃO Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3350   Foi muito bom que...

 

O TERRENÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3350

 



Foi muito bom que a prefeitura de Santana do Ipanema tenha começado a fazer alguma coisa no imenso terreno baldio e abandonado durantes muito tempo, no Bairro Camoxinga, defronte a Escola Municipal, São Cristóvão. Era um terreno federal utilizado pelo DNOCS em passada ocasião. Até uma floresta espontânea estava se desenvolvendo naquele espaço. Sendo o terreno abandonado tão grande assim, poderia ter sido aproveitado de inúmera maneiras, entre elas: Construções para todas as secretarias, feira de gado, instalações de indústrias. A prefeitura, na sua escolha, segundo site local, iniciou um Centro Esportivo que congrega vários espaços de atividades que beneficiarão os habitantes da cidade, notadamente do Complexo Educacional e de Saúde mais as regiões circunvizinhas.

D fato a região do Colégio Estadual e de outras escolas é um terreno insalubre que, além de ficar permanentemente sujeito às cheias periódicas do riacho Camoxinga, recebe direto águas que escoam da parte mais alta de bairro vizinho, a escorrer nas ruas em busca do leito do riacho. O terreno abandonado deve ter sido totalmente saneado para receber os benefícios esportivos, inclusive, segundo ainda um site local, pista de caminhada. E como pista de caminhada as pessoas só possuem a opção perigosa da pista na BR-316, trecho urbano e de tráfego intenso. Avanço significativo para o bem-estar coletivo e para os habitantes, com ênfase, da zona do extremo Leste do Bairro Camoxinga.

A verdade é que vários terrenos assim, embora menores, não sendo utilizados antes para coisas excelente do poder público, terminaram sendo habitados ou preenchidos por coisas irrelevantes. Mesmo assim, aqui, acolá, ainda encontramos espaços vazios que poderiam funcionar como pontos estratégicos da administração pública. A cidade se expande ao todo dos Pontos Cardeais e a olhos vistos, porém, um mistério continua porque o número de habitantes, nunca atinge 50.000, segundo a contagem do IBGE. Não é mesmo um mistério?!

CENTRO DO BAIRRO CAMOXINGA. (FOTO: B. CHAGAS).

 

  ESTIAGEM OU SECA Clerisvaldo B. Chagas, 23 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3349   Estamos vivend...

 

ESTIAGEM OU SECA

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3349

 



Estamos vivendo, segundo a tradição, uma época de estiagem, típica dos últimos e dos primeiros meses do ano. Mas como essa estiagem está muita braba, ficamos sem saber se podemos chamá-la de verão, de estiagem ou seca, mesmo. Mas o que chama atenção é que não se ouve falar nos famosos caminhões-pipa, nesse período e que as prefeituras de Sertão e Agreste costumavam alarmar. O que é que estar havendo, então. Por que não estamos contemplando uma campanha orquestrada para fazer rodar o caminhão, considerado antes, o salvador da pátria? Será o efeito do Canal do Sertão? Ora, o Canal do Sertão que deverá atingir o Agreste,  ainda não conseguiu completar toda a região sertaneja. Talvez seja a maravilha da sua presença onde já conseguiu romper, que esteja fazendo este milagre do não carro-pipa.

Não tem como não classificarmos a obra do Canal do Sertão como uma das maiores do mundo com louvor à capacidade da engenharia brasileira. Água do São Francisco jorrando entre túneis, pontes, pontilhões, planuras e serrotes nas terras abençoadas do semiárido, de Delmiro Gouveia a Jaramataia, quando por ali chegar. É certo o Canal anda com lentidão, mas estamos chegando, segundo notícia, as últimas cidades sertaneja para a sua penetração no Agreste. Portanto em breve estará em Monteirópolis, Jacaré dos Homens, Batalha e Jaramataia, cumprindo assim o compromisso do projeto na área mais necessitada. Apesar dos inúmeros benefícios, não vamos tendo notícias do seu andamento sempre, sempre. Quando tudo estar esquecido, surge uma notícia que não mata toda a curiosidade.

Voltamos a falar do caminhão-pipa, que prestaram relevantes serviços à causa sertaneja, mas se diga também que muitos donos de caminhão ganharam bastante dinheiro, pois, tanto víamos a ansiedade do produtor rural pela assistência do governo, quanto víamos também a inquietação daqueles motoristas pela liberação dos caminhões pelo exército. E muitos carros velhos se transformaram em carros novos, mas aqui não vai uma crítica a nada, pois, com trabalho, seja como for, tem que haver prosperidade coletiva e individual.

CANAL DO SERTÃO (DIVULGAÇÃO).