E AGORA? Clerisvaldo B. Chagas, 27 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3450   Hoje, domingo 26, mais u...

 

E AGORA?

Clerisvaldo B. Chagas, 27 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3450

 



Hoje, domingo 26, mais um dia estiado em final de julho. Encerramento da festa da padroeira de Santana do Ipanema, uma atração enorme para todo o Sertão alagoano que vem congregar na fé. E assim, com o sol brilhando entre algumas brancas nuvens, o santanense procura os passeios as fazendas, às chácaras, as visitas domingueiras, enquanto aguarda o final  do dia para a procissão que segue por ruas e avenidas até o início  da noite. É pena não ouvirmos mais o repicar dos sinos da torre nas mãos habilidosas do sineiro “Major”,  quilombola e educado zelador da Matriz de senhora Santana (memória). Mas, mesmo sem o dobrar dos sinos, vamos encerrando mais um episódio religioso tradicional e robusto do semiárido de Alagoas.

E como é praxe nessa época do ano, o rio Ipanema mostra pouca água,  apenas acumulada em poços, aqui e ali. A cumpridez do seu leito, nessa frieza de julho, parece de um mundo distante onde não transitam humanos. Uma solidão de fim de mundo. Os vegetais  é de baixadas, montes e planuras, vão desbotando o verde robusto das chuvas acentuadas e ficando pálido com intervalos prolongados das lágrimas divinas. Nas fazendas, sítios e povoados as cabeças são sempre giratórias para o céu, ora branco, ora azul. As interrogações são as mesmas sobre prolongamento ou não do inverno e sobre o ânimo fraco das águas que têm chegado. Porém, o melhor  mesmo é pegar a roupa nova e marchar satisfeito rumo à procissão.

Alguns festeiros já antecipam o evento de São Cristóvão, como se outubro fosse ali na esquina. Mexem no cocuruto antes mesmo dos agradecimentos de Santa Ana e São Joaquim. Mas, é como dissemos outras vezes, no sertão santanense é festa o ano todo. E neste momento em que escrevo estas palavras, estou ouvindo católicos do lugar cânticos da procissão distante e às vezes, somente o barulho, o eco de sons e sentimos assim por onde anda o cortejo de fé. Após a beleza do encerramento, ficará nos corações dos católicos do lugar, uma sensação do dever cumprido, mas também uma sensação de um vazio longo para o novo festejo do ano que vem.  

Final de festa, final de mês.

Viva o mês de julho!!!

MATRIZ DE SENHORA SANTANA (foto; DIVULGAÇÃO).

 

 

 

 

 

 

  CABULOSO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 4449   A palavra “Cabuloso” par...

 

CABULOSO

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 4449

 



A palavra “Cabuloso” parece ser exclusiva do povo alagoano. Vim conhecê-la  quando criança, em Maceió e fui ouvi-la depois esporadicamente e, até nos últimos tempos na boca de um  alto político do estado que tinha esse linguajar raiz. E, obedecendo a esse linguajar regional que nunca pretendo abandoná-lo, vim chamar de “cabulosa”, essa missão do escritor de corrigir livro após enviá-lo para a  impressão. A gráfica, antes de imprimir um livro, ela envia a prova, chamada popularmente de “boneca”, para o autor verificar qualquer erro que possa ter acontecido. É essa a missão cabulosa a que me refiro. Estamos mais uma vez corrigindo uma “boneca”, tarefa que exige muita paciência e paz de espírito para sua realização. É necessária? É. Mas, não deixa de ser cabulosa.

No momento estou verificando a “boneca” de um novo livro. Trata-se do documentário BARRA DO IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO. Barra do Ipanema é um paraíso do rio São Francisco  localizado no município de Belo Monte, dois quilômetros abaixo da sede. O livro que conta sua história desde o século XVII, proporciona ao leitor e a leitora muitos conhecimentos num misto de lazer e pesquisa. O  livro BARRA DO IPANEMA, é fruto do seu antecessor IPANEMA, UM RIO MACHO, interessa de perto às três cidades de Alagoas banhadas pelo rio Ipanema, como Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema e Batalha, além da própria Belo Monte que não é banhada por ele, mas o município, sim. Vários outros povoados dos quatro municípios citados também são banhados pelo Panema.

Por falar no assunto, chega-se a Belo Monte através da cidade de Batalha, cuja rodovia entre ambas as cidades já se encontra asfaltada. Esperamos chegar a Belo Monte no início de agosto rodando pelo asfalto dali pela primeira vez. Quem vem da capital Maceió, o melhor roteiro é passar por Arapiraca, seguir para Batalha e “queimar o chão” até Belo Monte. Porém, querendo seguir para o povoado sem entrar na sede, existe uma bifurcação bem perto do rio que guiará o seu destino. Tudo vale a pena.

 

  AGRADECIMENTOS E HONRA Clerisvaldo B. Chagas, 23 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3448     É motivo...

 

AGRADECIMENTOS E HONRA

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3448

 



 É motivo de muita honra, fazer parte da gigante Enciclopédia/Dicionário  “ABC das Alagoas” (Gisela Pfau – José Ysnaldo) bem como ter sido entrevistado pelo insigne Paulo Poeta, da TV Assembleia. Foram dias seguidos de excelentes efemérides como o lançamento do romance AREIA GROSSA na Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, em Santana do Ipanema. Tudo isso dentro dos festejos da padroeira do município, Senhora Santana. Aliás, os festejos  a avó de Jesus prosseguem com muita fé e animação dentro daquelas ações seculares. É bom descobrir as bênçãos da mãe de Maria que  fazem chegar ao santanense mais e mais amor  para bombear o coração.

De todos os nossos livros escritos, faltam apenas quatro para as novas publicações, quando deverá encerrar o estoque acumulado e depois, e depois... Ele, o nosso Mestre já sabe. Portanto, pelo menos dois deverão mostrar os seus rostos nas Alagoas: BARRA DO IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO : e ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO. Pelo “andar da carruagem”,  ficarão para o primeiro semestre de 2027, os livros seguintes: AS TRÊS FILHAS DO CORONEL e REPENSANDO A GEOGRAFIA DE ALAGOAS. Mesmo assim a inquietação literária deverá azeitar novamente a máquina da criatividade e nascer novos filhos para o reconhecimento das suas faces. O certo mesmo é que o Divino Espírito Santo, Espírito Vivo de Deus Vivo, não para de fabricar livros e enviar para a nossa cabeça, fazer o quê?

Bem, e como o mês de julho não é só chuva e frieza, o ponteiro marca festas por todos os lugares com as esperanças e euforia dos campos que fazem girar a Economia em sítios, povoados e cidades da região sertaneja em tempo de colheita. Vez em quando o espocar de foguetes preenche os ares gelados do céu de Santana e os fiéis acorrem a Matriz. Ninguém quer perder o encontro com a fé e a oportunidade de rever os amigos e amigas na festa da padroeira. Festa da Juventude, Festa de Senhora Santana, Festa de São  Cristóvão, fazem do Sertão um festejo contínuo que parece não acabar nunca.

Viva a padroeira! Viva nós!